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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Thamnophilida
Família: Thamnophilidae
 Swainson, 1824
Subfamília: Thamnophilinae
 Swainson, 1824
Espécie: T. caerulescens

Nome Científico

Thamnophilus caerulescens
Vieillot, 1816

Nome em Inglês

Variable Antshrike


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Choca-da-mata

A choca-da-mata é uma ave da ordem Passeriformes, da família Thamnophilidae. Também chamada de ana-choca (Rio Grande do Sul)

O gênero Thamnophilus ainda é motivo de muitas controvérsias entre os ornitólogos, que ainda não chegaram a conclusões bem fundamentadas sobre o status taxonômico de boa parte de suas espécies, inclusive a choca-da-mata. Seu nome em inglês, variable antshrike, diz muito sobre sua aparência, que é de fato muito variável. Existem pelo menos 12 subespécies e talvez algumas delas ainda sejam separadas em espécies distintas. Como se não bastasse, ainda há uma outra espécie, na verdade um grupo de subespécies, que têm sido elevadas a espécies, que é o das chocas-pintalgadas (Thamnophilus punctatus), muito parecidas com as chocas-barradas, mas tendendo a apresentar uma coroa mais negra e as manchas das asas e da cauda mais definidas.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) thamnos = arbusto; e -philos = que adora, que ama; e do (latim) caerulescens, caeruleus = azulado, azul escuro. ⇒ (Pássaro) azulado que adora arbustos.

Características

Mede entre 14 e 16 centímetros de comprimento e pesa entre 15 e 24 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual, a coloração do macho é meio acinzentada, o alto da cabeça é negro e o ventre é mais claro. Já a fêmea distingue-se pela plumagem parda. Ambos os sexos possuem pintas claras nas asas. Uma característica que distingue esta espécie de outras chocas é a falta de pintas ou barras escuras ou de manchas pardas no macho.
Provavelmente a choca mais comum das bordas de mata do Brasil não amazônico, a choca-da-mata é na verdade um complexo de subespécies que compreende algumas populações provavelmente merecedoras do status de espécie, seja pela coloração, pelo isolamento geográfico ou pela vocalização, como é o caso da subespécie do nordeste (Thamnophilus caerulescens cearensis), com vocalização claramente distinta das populações ao sul.
Costuma emitir um apelo audível, parecendo um “gá-a”, “gá-a”, com acentuação mais forte na primeira sílaba.

Subespécies

Possui oito subespécies reconhecidas:

Fotos das subespécies de (Thamnophilus caerulescens)
(ssp. caerulescens) (ssp. gilvigaster)
(ssp. ochraceiventer) (ssp. cearensis)
(ssp. paraguayensis) (ssp. melanochrous)

Alimentação

Assim como outras chocas alimenta-se basicamente de insetos que captura ao inspecionar as folhas e os caules de trepadeiras, mas também pode incluir pequenos frutos em sua dieta.

Reprodução

Na Região Sudeste sua vocalização consiste em um canto que lembra algo como “au”, repetido cerca de seis vezes consecutivas. Existe uma vocalização mais aguda e menos intensa, um piado curto que o casal emite enquanto se desloca, como se fosse uma conversa entre os dois. O ninho é uma pequena tigela feita a base de gravetos sobre uma forquilha de árvore ou nas ramagens de trepadeiras. O casal se reveza na construção do ninho e alimentação dos filhotes, que costumam ser dois, mas já foram relatados casos em que o macho abandonou o ninho e a fêmea criou os dois filhotes sozinha e com sucesso. Põe dois ovos claros/sujos com pintas e desenhos pela superfície.

Hábitos

É uma espécie encontrada geralmente aos casais nos estratos médios e inferiores de florestas secundárias, nas matas de galeria e bordas de matas densas, pulando por entre as ramagens, trepadeiras e cipós. Aparentemente vem ganhando espaço nas regiões urbanizadas mais arborizadas como parques e pomares.
Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar lentamente a cauda. Locomove-se predominantemente saltando e pulando, seja pela ramaria ou no solo. Pode ser vista remexendo as ramagens e folhas.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Referências

Galeria de Fotos